Caso Arruda: Parabéns pra galera que ocupa a casa do povo do DF

Antes de falar mal dos desgraçados, cretinos, mentirosos, aproveitadores, tenho que parabenizar a galera que de boa vontade está ocupando o prédio da assembléia legislativa do distrito federal.
Eita povo esperto, não deram tempo de cair a ficha nem da mídia e já invadiram e ocuparam a casa do povo do DF.
O pessoal montou rádio, blog e estão esperando os tais desgraçados irem trabalhar.
Duvido que apareçam os meliantes por lá!
Aproveito para me desculpar com o segurança do local, que foi arrastado pela multidão.
Mas pow, acredite cara, quando o povo marcha, quem está na contra-mão deve suportar as consequências.
Deveria ter feito a volta e ajudado na invasão, não tentar impedir.
Pois bem…
Voltando ao comentado escandalo do mensalão do DEMO.
Todos os partidos tem mensalão, é isso?
Será que eles estão armando para votarem uma lei que permita uma coisa dessas?
Porque eles podem votar, cuidado…
E você ainda acredita na democracia?
Está tudo na cara, não ve quem não quer ou quem está sendo pago para calar-se.
Segue cópia do escrito no vídeo que segue abaixo:
“O então senador Luiz Estevão (PMDB) rivalizava com o então senador José Roberto Arruda (PSDB) na política do DF e tinha antipatia do hoje finado senador Antônio Carlos Magalhães (PFL) desde a morte do seu filho, o deputado Luís Eduardo Magalhães.
Acusado de desviar verbas públicas, Luiz Estevão foi julgado e cassado pelo Senado Federal em 28 de junho de 2000 com 52 votos a favor, 18 votos contrários e 10 abstenções. Na época Arruda era líder do governo FHC e ACM presidente do Senado.
Na véspera da votação, a diretora do Prodasen, setor de informática do Senado Federal, Dra. Regina Célia Borges, foi ao apartamento do senador Arruda, que queria lhe fazer uma consulta pessoalmente. No encontro, Arruda pergunta se era possível saber o voto de cada senador na votação supostamente secreta que ocorreria no dia seguinte. Regina Borges nega esta possibilidade, mas depois de consultar outro técnico, Heitor Ledur, descobre ser possível.
No dia seguinte, a votação ocorre normalmente, de forma nominal pelo painel do Senado Federal. O técnico Heitor Ledur retira a lista com o nome de todos os senadores e como cada um votou. A Dra. Regina Célia entrega a lista a Domingos Lamoglia, assessor do gabinete de Arruda, que a entrega ao chefe. De posse da lista, Arruda vai ao gabinete de ACM, onde conferem os votos e o cumprimento dos acordos feitos para viabilizar a cassação.
Meses depois, no dia 19 de fevereiro de 2001, Antônio Carlos Magalhães resolve visitar três procuradores, Eliana Torelly, Guilherme Schelb e Luiz Francisco de Souza. Este último gravou a conversa. Sem saber que estava sendo gravado, ACM afirma que a senadora Heloísa Helena teria votado contra a cassação de Luiz Estevão e que sabia como cada senador votara.
A conversa é publicada pela revista IstoÉ na semana seguinte e o escândalo torna-se inevitável. No dia 18 de abril daquele ano, logo depois de ser envolvido no escândalo, Arruda sobe à tribuna para negar com veemência qualquer participação ou conhecimento sobre a fraude. “Chega de leviandade!”, brada. Fala em honra, em seus filhos e em Deus.
Depois do discurso ele comenta, “matei a pau”, achando que o caso logo se encerraria e ele sairia ileso. No dia seguinte, 19, Regina Célia Borges presta depoimento ao Conselho de Ética transmitido ao vivo pela TV Senado. Regina confessa a culpa pela violação e confirma que obteve a lista dos votos a pedido de Arruda e por ordem de ACM. “Tenho plena consciência do futuro que me espera. Meu único caminho agora é falar apenas a verdade”, disse. Mesmo sem mostrar qualquer prova, a ex-diretora do Prodasen convence a todos de que fala a verdade. “Se essa mulher estiver mentindo, é a melhor atriz do mundo”, afirmou o senador Amir Lando, do PMDB de Rondônia, logo depois o depoimento de Regina.
Arruda volta à tribuna no dia 23 de abril e confessa sua participação. Chora, se faz de vítima e tentar mostra o acontecimento como uma simples falha de comunicação. Disse que apenas perguntou se seria possível, mas não ordenou a tiragem da lista.
O conselho de ética aprovou relatório do senador Roberto Saturnino Braga por 10 a 5 pedindo a cassação dos mandatos de ambos os senadores no dia 23 de maio. No dia seguinte, 24, Arruda renuncia ao mandato para fugir da cassação.
Pelas regras atuais, como o pedido de cassação já havia sido aprovado no conselho de ética, a renúncia faria ele perder os direitos políticos por oito anos começando a contar do fim da legislatura, isto é, até hoje ele não poderia concorrer a eleições.”
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