RIO – Os que acreditam em teorias da conspiração ganharam mais um incentivo à crença nesta sexta-feira.

Reportagem do jornal britânico “The Guardian”

revelou que as Forças Armadas americanas estão desenvolvendo um software para manipular redes sociais como Twitter e Facebook por meio de perfis falsos. O objetivo é influenciar no que é dito nesses sites, disseminando propaganda pró-EUA e combatendo discursos “extremistas” e contrários ao país.

Contratada por US$ 2,76 milhões pela United States Central Command (Centcom), órgão que supervisiona operações militares dos EUA no Oriente Médio e na Ásia Central, a empresa californiana Ntrepid está criando o programa, que permitirá que cada agente americano controle dez perfis na rede.

O contrato exige do software que os perfis tenham origem em servidores baseados em vários lugares do mundo e possuam uma “história convincente” (ou seja, detalhes que passem a impressão de se tratar de uma pessoa real). A Centcom também pediu que o sistema permita que mais de 50 agentes sejam capazes de controlar as contas desde suas estações de trabalho nos EUA, “sem o medo de serem descobertos por adversários sofisticados”.

O governo americano designará um local – provavelmente na toda-poderosa base aérea MacDill, na Flórida – onde os agentes trabalharão exclusivamente nas redes sociais. Acredita-se que o contrato esteja dentro da Operação Earnest Voice (OEV), um colosso de estimados US$ 200 milhões criado originalmente para combater a presença on-line de apoiadores da al-Qaeda na guerra do Iraque e que estendeu sua atuação para o restante do Oriente Médio.

Por considerar ilegal direcionar o uso da tecnologia contra audiências americanas, a Centcom decidiu que toda ação será feita em línguas estrangeiras, entre elas árabe, farsi, urdo e pachto.

- A tecnologia suporta atividades blogueiras secretas de sites em línguas estrangeiras de modo a permitir que a Centcom combata extremistas violentos e propaganda inimiga fora dos Estados Unidos – afirmou o comandante Bill Speaks, porta-voz da Centcom.

O analista especializado em novas tecnologias Jeff Jarvis afirmou ao “Guardian” que o projeto é contrário à liberdade de expressão na internet e que seu único objetivo é controlar a sociedade.

José Diniz
"É na unidade de todas as forças revolucionárias que devemos trabalhar. Isso só se pode conseguir quando temos consciência de nossos fracassos passados: nem o reformismo estéril, nem a burocracia totalitária podem ser uma solução para nossa insatisfação. Trata-se de inventar novas formas de organização e de luta."
José Diniz
José Diniz
"A destruição da sociedade mercantil totalitária não é um caso de opinião, é uma necessidade absoluta num mundo que já está condenado. Pois o poder está em todos os lados, logo deve ser por todas as partes e por todo o tempo combatido."
Comentários
  1. Inconformado|4:08, 11. abril, 2011

    Cara, tira esse plugin do facebook, é muito esse negocio de saberem quem escreve, quem ele conhece e etc… E o piro q o negocio vai automatico, maldita hojra q eu me inscrevi nesse facebook.

  2. JDiniz|8:45, 11. abril, 2011

    Somente os que desejam o mal realizam seus feitos nas sombras. Mostrem-se!

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