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	<title>O Libertário .org - Notícias Contra a Nova Ordem Mundial &#187; socialismo</title>
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	<description>Notícias Contra a Nova Ordem Mundial</description>
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		<title>Redes sociais e mobilizações</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2011 14:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joao Renato</dc:creator>
				<category><![CDATA[Democracia]]></category>
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A 7 de setembro, data da independência do Brasil, ocorreu algo novo: as ruas foram ocupadas por mobilizações populares convocadas através da internet.



As pessoas saíram em passeatas para protestar contra a corrupção, o sucateamento da educação, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"><span class="Apple-style-span" style="line-height: normal; font-size: xx-small;"><strong><br />
</strong></span></span></div>
<div>
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<tr>
<td valign="top"><a href="http://www.olibertario.org/wp-content/uploads/2011/09/Frei_Betto.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1354" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="Frei_Betto" src="http://www.olibertario.org/wp-content/uploads/2011/09/Frei_Betto-196x300.jpg" alt="" width="196" height="300" /></a></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td valign="top">A 7 de setembro, data da independência do Brasil, ocorreu algo novo: as ruas foram ocupadas por mobilizações populares convocadas através da internet.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As pessoas saíram em passeatas para protestar contra a corrupção, o sucateamento da educação, e por reforma agrária e auditoria da dívida pública, entre outros temas. E fizeram questão de imprimir às manifestações caráter apartidário. Quem se atrevesse a desfilar com sigla de partido político era imediatamente rechaçado. Ali, no 7 de setembro, uniram-se o Grito dos Excluídos e o grito dos indignados.As ruas do Brasil, até então acostumadas a ver, nos últimos tempos, apenas manifestações de evangélicos, gays e defensores da liberação da maconha, voltaram a ser palco de pressão política e reivindicação popular.O poder convocatório das redes sociais é inegável. Elas possuem uma capilaridade que supera qualquer outro meio de comunicação. E carecem de censura ou editoração falaciosa.Há, contudo, duas limitações que podem afetar seriamente os efeitos da mobilização internética. A primeira, a falta de proposta. Não basta gritar contra a corrupção ou aprovar a faxina operada pela presidente Dilma Rousseff. É preciso exigir reforma política, e propor critérios e métodos.</p>
<p>Reforma política com o atual Congresso – composto, em sua maioria, por parlamentares capazes de absolver uma deputada federal flagrada e filmada recebendo propina – é acreditar que Ali Babá é capaz de punir os 40 ladrões&#8230;</p>
<p>É preciso, primeiro, reformar, ou melhor, renovar o Congresso para, em seguida, obter reforma política minimamente decente. De modo que sejam instituídos mecanismos que ponham fim às duas irmãs gêmeas madrinhas da corrupção: a imunidade e a impunidade.</p>
<p>Essa renovação deve se iniciar, ano que vem, pela eleição de prefeitos e vereadores, todos submetidos ao crivo da Ficha Limpa, e pressionados a apresentar metas e objetivos, como propõe o Movimento Nossa São Paulo.</p>
<p>A segunda limitação é o caráter apartidário das manifestações. Em si, é positivo, pois impede que algo nascido da mobilização cidadã venha a se converter em palanque eleitoral deste ou daquele partido político.</p>
<p>Porém, na democracia não se inventou algo melhor para representar os anseios da população que partidos políticos. Eles fazem a mediação entre a sociedade e o Estado. O perigo é as manifestações não resultarem na eleição de candidatos eticamente confiáveis e ideologicamente comprometidos com as reformas de estruturas, como a política e a agrária. Ou desaguar no pior: o voto nulo.</p>
<p>Quem tem nojo de política é governado por quem não tem. E os maus políticos torcem para que tenhamos todos bastante nojo de política. Assim, eles ficam em paz, entretidos com suas maracutaias, embolsando o nosso dinheiro e ampliando suas mordomias e seus patrimônios.</p>
<p>As redes sociais são, hoje, o que a ágora era para os gregos antigos e a praça para os nossos avós – local de congraçamento, informação e mobilização. Foram elas que levaram tunisianos e egípcios às ruas para derrubar governos despóticos. São elas que divulgam, em tempo real, as atrocidades praticadas pelas tropas usamericanas no Iraque e no Afeganistão.</p>
<p>As redes sociais têm, entretanto, seu lado obscuro e perverso: a prostituição virtual de adolescentes que exibem sua nudez; o estímulo à pedofilia; a difusão de material pornográfico; o incitamento à violência; a propaganda de armas; o roubo virtual de senhas de cartões de crédito e contas bancárias.</p>
<p>Espero não tardar o dia em que as escolas introduzirão em seus currículos a disciplina Redes Sociais. Crianças e jovens serão educados no uso dessa importante ferramenta, aprimorando o olhar crítico, o senso ético e, em especial, a síntese cognitiva, de modo a extrair sentidos ou significações do incessante fluxo de informações e dados.</p>
<p>Graças à internet, qualquer usuário pode se arvorar, agora, em sujeito político e protagonista social, abandonando o passivo papel de mero espectador. Resta vencer o individualismo e o comodismo e sair à rua para congregar-se em força política.</p>
<p><strong>Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.</strong> <strong>Página e Twitter do autor: <a href="http://www.freibetto.org/">http://www.freibetto.org/</a> e twitter:@freibetto.</strong></p>
<div><strong>Copyright 2011 – FREI BETTO – Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do autor. Assine todos os artigos do escritor e os receberá diretamente em seu e-mail. Contato – MHPAL – Agência Literária (<a href="mailto:mhpal@terra.com.br">mhpal@terra.com.br</a>)</strong></div>
<div>
<div>Fonte: <a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=6312:freibetto210911&amp;catid=17:frei-betto&amp;Itemid=55">http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=6312:freibetto210911&amp;catid=17:frei-betto&amp;Itemid=55</a></div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> </strong></td>
</tr>
<tr>
<td>Última atualização em Quarta, 21 de Setembro de 2011</td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>O Legado de Martin Luther King</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 15:52:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JDiniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[conscientização]]></category>
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		<category><![CDATA[lutas sociais]]></category>
		<category><![CDATA[revolução]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu tenho um sonho.
Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos.
A verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 198px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_GHd2SpyDoR8/SndB7K8g0YI/AAAAAAAADSM/CAFO2MHKYYE/s200/martin+luther+king.jpg" border="0" alt="Martin Luther King" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365829965841486210" /><br />Eu tenho um sonho.</p>
<p>Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos.</p>
<p>A verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas como ele se mantém em tempos de controvérsia e desafio.</p>
<p>Sonho com o dia em que a justiça correrá como a água e a retidão, como um caudaloso rio.</p>
<p>Eu tenho um sonho de que um dia meus quatro filhos vivam em uma nação onde não sejam julgados pela cor de sua pele, mas pelo seu caráter.</p>
<p>Nossa geração não lamenta tanto os crimes dos perversos quanto o estarrecedor silêncio dos bondosos.</p>
<p>É melhor tentar e falhar que ocupar-se em ver a vida passar.<br /><span id="fullpost"></p>
<p>É melhor tentar, ainda que em vão, que nada fazer.</p>
<p>Eu prefiro caminhar na chuva a, em dias tristes, me esconder em casa.</p>
<p>Prefiro ser feliz, embora louco, a viver em conformidade.</p>
<p>Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização.</p>
<p>Mesmo se eu soubesse que amanhã o mundo se partiria em pedaços, eu ainda plantaria a minha macieira.</p>
<p>O ódio paralisa a vida; o amor a desata.</p>
<p>O ódio confunde a vida; o amor a harmoniza.</p>
<p>O ódio escurece a vida; o amor a ilumina.</p>
<p>O amor é a única força capaz de transformar um inimigo num amigo.</p>
<p>O perdão é um catalisador que cria a ambiência necessária para uma nova partida, para um reinício.</p>
<p>Nossa eterna mensagem de esperança é que a aurora chegará.</p>
<p>(Trechos do famoso discurso pronunciado por Martin Luther King pouco antes de ser assassinado)<br /></span>
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		<title>O que é capitalismo?</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 03:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JDiniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bancos]]></category>
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		<description><![CDATA[O conceito de capitalismo pode ser definido como sistema onde o excedente da riqueza e meios de produção produzidos pela sociedade são monopolizados exclusivamente por aqueles que já dispõem do capital e dos meios de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-thumbnail wp-image-1204" style="margin: 0 0 10px 10px;" title="moeda má" src="http://www.olibertario.org/wp-content/uploads/2009/03/moeda-m%C3%A1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" />O conceito de capitalismo pode ser definido como sistema onde o excedente da riqueza e meios de produção produzidos pela sociedade são monopolizados exclusivamente por aqueles que já dispõem do capital e dos meios de produção.</p>
<p>O monopólio do excedente da riqueza e dos meios de produção é o que assegura aos seus proprietários o domínio sobre as classes não proprietárias desses bens. João Pedro Stédile, muito bem demonstra a contradição insuperável: &#8220;Os bens são produzidos pela maioria (os que vivem do trabalho), mas a sua apropriação é feita por uma minoria (os capitalistas). Daí que a sociedade produz cada vez mais pobres e menos ricos, porém milionários.&#8221;</p>
<p>O mais paradoxal é que o sistema capitalista induz os trabalhadores a depositar seu dinheiro em bancos ou fundos, mas estes jamais os financiam quando querem iniciar algum empreendimento próprio!</p>
<p>O crédito disponibilizado pelos bancos, quando é direcionado aos trabalhadores, é para tão somente adquirir bens de consumo. Raramente é em quantidade suficiente para iniciar um empreendimento, adquirir propriedade que possa produzir ou adquirir um bem de produção.</p>
<p>Uma das formas simplificadas de fuga desse sistema, no caso do não acesso ao capital e aos bens de produção, é o plantio nas terras, pois o capital necessário não é muito, e os caros bens de produção não são estritamente necessários para a atividade agrária, entretanto, a propriedade rural também está concentrada em poder dos grandes latifundiários.</p>
<p>Alguma coisa está errada, pois não pode uma massa de contingente humano, ficar ou sem bens de produção, ou sem propriedade agrária, ou sem acesso ao capital excedente para financiar algum empreendimento.</p>
<p>Na forma que atualmente se encontra o capitalismo, o rol de soluções parece ser ínfimo, e como bem disse Paul Singer em seu texto A Propriedade em Questão:</p>
<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309915639039009650" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 174px; height: 126px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_khVYBYAHsao/SbCcI_w2I3I/AAAAAAAAAAk/a867_yu6jnQ/s200/moedas_moedas_monte_diversas_real.jpg" alt="Dinheiro - O Libertário" border="0" />&#8220;a sociedade se polariza entre um pólo absurdamente rico, formado por herdeiros de fortunas, altos executivos de empresas transnacionais, artistas e esportistas de sucesso, etc. e um pólo miserável, formado por excluídos [outsiders] da atividade econômica pelo desemprego crônico, pela idade ou por doenças e outras causas de invalidez.&#8221;</p>
<p>No meio desses pólos, sendo que o pólo miserável é de natureza gravitacional, &#8220;se move a maioria das pessoas, tangidas pela ambição de ascender à riqueza e à fama e/ou pelo medo pânico de cair na pobreza&#8221;.</p>
<p>É aí que estamos quase todos nós: entre a ambição da riqueza e o pânico da pobreza e suscetíveis as oscilações da &#8220;mão invisível&#8221;, como citou Frei Betto e a &#8220;mão direita do Estado&#8221;, como citou Pierre Bourdieu.</p>
<p>O que atualmente se discute é que hoje o capitalismo está direcionando a destruição de si próprio, tendo em vista o formato adotado, o capitalismo tem se revelado insustentável socialmente (homicida) e ambientalmente (ecocida). O &#8220;combustível&#8221; do capitalismo é o trabalho de outrem (mais-valia), só que este é composto de pessoas que tendem a se esclarecer, cedo ou tarde, sobre sua vitimização dentro do sistema. O resultado do auto-esclarecimento é, no mínimo, o robustecimento dos sindicatos e as eventuais lutas por direitos e greves.</p>
<p>Haverá um dia que a quantidade de pessoas, ao mesmo tempo inconformadas com a própria situação e a situação da sociedade em geral, será tão grande que bastará uma fagulha para que todo este &#8220;castelo de cartas&#8221; seja arruinado pelas próprias escolhas de seus &#8220;reis&#8221; e de suas &#8220;tábuas&#8221;.</p>
<p>O sistema capitalista parece um homem faminto que tem um pomar: no início planta as sementes, e come os frutos. Os frutos acabam, e sua fome faz então comer a árvore enquanto espera que as sementes se tornem árvores e frutifiquem. Por fim, sua fome o faz roer os brotos e o homem morre por não ter mais o que comer nem plantar.</p>
<p>A solução para a manutenção desse sistema e de forma menos traumática ou radical, se é que existe solução, mas pode ser tentada é: a) reforma agrária para a redistribuição da propriedade; b) socialização do acesso ao capital excedente para possibilitar que empreendimentos possam ser iniciados e que bens de produção possam ser comprados.</p>
<p>Do contrário, o último remédio será o que pode se chamar de reforma, ou a tão esperada e sonhada rápida evolução.</p>
<div class="blogger-post-footer">O Libertário.org</div>
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