Arquivo da categoria: terrorismo poético

1ª Declaração Oficial do Movimento de Ocupação de Wall Street

DECLARAÇÃO DA OCUPAÇÃO DA CIDADE DE NOVA YORK

Ao nos reunirmos em solidariedade para expressar um sentimento de injustiça massiva, não devemos perder de vista aquilo que nos reuniu. Escrevemos para que todas as pessoas que se sentem atingidas pelas forças corporativas do mundo saibam que somos suas aliadas.

Unidos como povo, reconhecemos a realidade: que o futuro da raça humana exige a cooperação de seus membros; que nosso sistema deve proteger nossos direitos e que, ante a corrupção desse sistema, resta aos indivíduos a proteção de seus próprios direitos e daqueles de seus vizinhos; que um governo democrático deriva seu justo poder do povo, mas as corporações não pedem permissão para extrair riqueza do povo e da Terra; e que nenhuma democracia real é atingível quando o processo é determinado pelo poder econômico.

Nós nos aproximamos de vocês num momento em que as corporações, que colocam o lucro antes das pessoas, o interesse próprio antes da justiça, e a opressão antes da igualdade, controlam nosso governo. Nós nos reunimos aqui, pacificamente, em asssembleia, como é de direito nosso, para tornar esses fatos públicos.

Elas tomaram nossas casas através de um processo de liquidação ilegal, apesar de que não eram donos da hipoteca original.

Elas receberam impunemente socorro financeiro tirado dos contribuintes, e continuam dando bônus exorbitantes a seus executivos.

Elas perpetuaram a desigualdade e a discriminação no local de trabalho, baseados em idade, cor da pele, sexo, identidade de gênero e orientação sexual.

Elas envenenaram a oferta de comida pela negligência e destruíram a agricultura familiar através do monopólio.

Elas lucraram com a tortura, o confinamento e o tratamento cruel de incontáveis animais não-humanos, e deliberadamente escondem essas práticas.

Elas continuamente arrancaram dos empregados o direito de negociar melhores salários e condições de trabalho mais seguras.

Elas mantiveram os estudantes reféns com dezenas de milhares de dólares em dívidas pela educação, que é, em si mesma, um direito humano.

Elas consistentemente terceirizaram o trabalho e usaram essa terceirização como alavanca para cortar salários e assistência médica dos trabalhadores.

Elas influenciaram os tribunais para que tivessem os mesmos direitos que os seres humanos, sem qualquer das culpabilidades ou responsabilidades.

Elas gastaram milhões de dólares com equipes de advogados para encontrar formas de escapar de seus contratos de seguros de saúde.

Elas venderam nossa privacidade como se fosse mercadoria.

Elas usaram o exército e a polícia para impedir a liberdade de imprensa.

Elas deliberadamente se recusaram a recolher produtos danificados que ameaçavam as vidas das pessoas, tudo em nome do lucro.

Elas determinaram a política econômica, apesar dos fracassos catastróficos que essas políticas produziram e continuam a produzir.

Elas doaram enormes quantidades de dinheiro a políticos cuja obrigação era regulá-las.

Elas continuam a bloquear formas alternativas de energia para nos manter dependentes do petróleo.

Elas continuam a bloquear formas genéricas de remédios que poderiam salvar vidas das pessoas para proteger investimentos que já deram lucros substanciais.

Elas deliberadamente esconderam vazamentos de petróleo, acidentes, arquivos falsificados e ingredientes inativos, tudo na busca do lucro.

Elas deliberadamente mantiveram as pessoas malinformadas e medrosas através de seu controle da mídia.

Elas aceitaram contratos privados para assassinar prisioneiros mesmo quando confrontadas com dúvidas sérias acerca de sua culpa.

Elas perpetuaram o colonialismo dentro e fora do país.

Elas participaram da tortura e do assassinato de civis inocentes em outros países.

Elas continuam a criar armas de destruição em massa para receber contratos do governo.

Para os povos do mundo,

Nós, a Assembleia Geral de Nova York que ocupa Wall Street na Praça Liberdade, os convocamos a que façam valer o seu poder.

Exercitem o seu direito a assembleias pacíficas; ocupem os espaços públicos; criem um processo que lide com os problemas que enfrentamos; e gerem soluções acessíveis a todos.

A todas as comunidades que formem grupos e ajam no espírito da democracia direta, nós oferecemos apoio, documentação e todos os recursos que temos.

Juntem-se a nós e façam com que suas vozes sejam ouvidas.

Estas demandas não são exaustivas.

 

 OBTENHA MAIS INFORMAÇÕES EM:

Fórum Mundial dos Anonymous: http://www.whatis-theplan.org/forum

Informações sobre as operações globais dos Anonymous podem ser obtidas em: http://anonops.blogspot.com/

Facebook Brasil: http://www.facebook.com/PlanoAnonymousBrasil

Facebook Anonymous Rio: http://www.facebook.com/groups/214147201983425/ e http://www.facebook.com/groups/190843214306220/

Blog Anonymous Rio: http://anonymousrio.blogspot.com/

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AnonOps

Anonymous e Sua Carta de Princípios (leitura indispensável)

  1. Sem personalidade jurídica: o movimento não é legalmente  constituído. É  um organismo de consciência global, uma idéia,  intangível.
  2. É um movimento social, não um grupo: o objetivo deste  movimento é a  união da espécie humana. A definição comum de grupo remete  a exclusões.
  3. Sem fins lucrativos: atividades com fins lucrativos não são relevantes.
  4. Globalmente humano: não reconhece estados, nações, qualquer restrição geográfica ou outras, como etnia e cor de pele.
  5. Interdependente: a qualidade de vida, saúde e felicidade de cada  um é direta e indiretamente relacionada ao modo de todos serem, sem exceções.
  6. Cooperativo: promove a cooperação global mútua porque é mais eficiente e prazerosa do que a competição social.
  7. Pacífico: sustenta uma sociedade sem violência física ou psicológica.
  8. Científico: adota o método científico, pois é a maneira mais  segura de compreender os processos da natureza. Crenças filosóficas, meta-físicas e outras subjetividades, como a arte e o esporte, são pertinentes à individualidade de cada um.
  9. Generalista: as coisas não podem ser plenamente compreendidas se reduzidas. O ambiente influencia intrinsecamente cada organismo   individual. Como resultado, tudo está interconectado em todos os níveis, formando um só sistema abrangente. Esta abrangência é chamada  de  natureza.
  10. Unificador: procura integrar todos os esforços sociais que  atualmente  lidam apenas com os sintomas (como violência, atropelamentos,  pobreza  etc.), de modo a focar na causa comum. Esta causa são os  valores  sociais obsoletos, como competição, propriedade de recursos e métodos pseudocientíficos. A economia monetária é o principal sintoma da   aplicação destes valores e métodos. Uma mudança profunda na consciência pessoal necessariamente implica em unificação global, e vice-versa.
  11. Horizontal: líderes e hierarquias são irrelevantes, uma vez que a  ação  é baseada em critérios técnicos objetivos (o método científico), na   medida do possível. Ou seja, procura-se não tomar decisões subjetivas,   mas chegar a conclusões objetivas.
  12. Descentralizado: qualquer organização regional ou time é a sede do  movimento, e nenhuma prevalece sobre as demais. De fato,  fundamentalmente, toda a Terra é sua sede.
  13. Transparente e aberto: as informações e atividades do movimento são  públicas. De fato, a participação de todos é encorajada, pois trata-se  de assuntos do interesse de todos.
  14. Nós Somos Anonymous
  15. Nós Somos Legiao
  16. Não Esquecemos
  17. Não Perdoamos
  18. Espere Por Nós

Doações para 1.000 Máscaras para Protestar contra a Corrupção no dia 7 de Setembro!


Povo Brasileiro,

Mantemos uma tradição de comemorar o Dia da Independência ocorrido em 7 de setembro de 1822 quando o Grito de Ipiranga “Independência ou morte”.

A sociedade perde um dia para comemorar uma data que é simbolizada por Tanques de Guerra e outras demonstrações bélicas que remontam a época da ditadura militar e subliminarmente serve para intimidar a população em tentar construir um país melhor.

Se a independência da coroa foi uma causa ganha, quase 200 anos se passaram e ainda comemoramos a mesma causa? A sociedade necessita de causas maiores. Não vivemos do passado!

O povo brasileiro está cansado de ser enganado. Não queremos Tanques, queremos escolas. Não queremos soldados, queremos educadores. Não queremos exército nas ruas, queremos o povo!

O governo usa tanques de guerra, e nós usaremos nossa própria simbologia: A simbologia do homem que acredita nos seus ideais de um país justo e solidário, e que retirará do poder todos aqueles que se opuseram aos direitos do cidadão.

A Máscara de Guy Fawkes representa isso.

Dia 7 de Setembro é o Dia da Independência onde várias autoridades assistem os desfiles militares e cívicos.

A Sociedade Civil não tolera mais tanta corrupção e hipocrisia.

Dia 7 de setembro uma Multidão do Rio de Janeiro irá assistir os desfiles com a Máscara de Guy Fawkes e marcará presença contra a corrupção.

Replique essa atitude em cada capital e município do país!

Vamos ganhar visibilidade e mostrar para os políticos que estamos nos organizando para opor qualquer forma de corrupção e imoralidade. Em 2011 serão 1000 máscaras, 2012 serão 10.000 em 2013 serão 100.000. Um dia serão milhões o Brasil vai se unir contra a corrupção e nossa vida vai melhorar!

Ajude a contribuir com esse projeto cívico: http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=104574

Temos que começar!

Somos Anonymous
Somos uma Legião.
Não Esquecemos. Não Perdoamos
Esperem por nós.

Faça sua máscara e seja você também um Anonymous! (Contra a corrupção)

 

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A Mascara do Anonymous representa o rosto de Guy Fawkes, soldado inglês que teve participação na “Conspiração da Pólvora” (Gunpowder Plot) na qual se pretendia assassinar o rei protestante Jaime I da Inglaterra e todos os membros do parlamento durante uma sessão em 1605, objetivando o início de um levante católico. Guy Fawkes era o responsável por guardar os barris depólvora que seriam utilizados para explodir o Parlamento do Reino Unido durante a sessão. Porém a conspiração foi desarmada e após o seu interrogatório e tortura, São Guy Fawkes foi executado na forca por traição e tentativa de assassinato.

Essa trama foi adaptada para Hollywood com o filme “V de Vingança” sendo que o personagem principal utilizava a todo o momento uma máscara para lutar contra o sistema. Esse filme conquistou uma legião de fãns,

Anonymous utiliza a simbologia deste filme e utiliza a máscara para simbolizar a causa do Anonymous que é contra a corrupção.

Se você também é contra a corrupção, utilize também uma mascara Guy Fawkes em qualquer evento cívico.

Ela pode ser comprada em lojas ou  você pode fazer uma máscara de papel utilizando apenas duas folhas.

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V de Vingança: uma bomba contra o sistema

por CARLOINA CORREIA DA MOTA (http://www.pstu.org.br/cultura_materia.asp?id=5026&ida=21)

A revista norte-americana Time questiona: “É possível para um grande estúdio de Hollywood fazer um filme de U$ 50 milhões no qual o herói é um terrorista? Um terrorista que aparece usando um colete de dinamite de um homem-bomba, que adota como lema, debaixo de uma máscara de madeira que ele nunca tira, que ‘explodir um prédio pode mudar o mundo’?”. A resposta está nas telas e faz com que o filme V de Vingança, que estreou nos cinemas brasileiros em 7 de abril, seja uma agradável surpresa.

O filme se baseia nos quadrinhos de Alan Moore e David Lloyd publicados em 1988. Baseado em sua insatisfação diante das adaptações de seus outros trabalhos, como Constantine, Liga Extraordinária e Do inferno, Alan Moore reprovou a realização do filme antes mesmo das filmagens. David Lloyd, por sua vez, colaborou com a produção e deu declarações afirmando que o filme seria, obrigatoriamente, algo diferente da história em quadrinhos original. Mas, mesmo com a reprovação de Moore e com alterações na história que serão sentidas por alguns fãs, o filme mantém o que há de essencial e subversivo dos quadrinhos.

Roteirizado pelos irmãos Wachowski, da trilogia Matrix, e dirigido pelo iniciante James Mcteigue, que trabalhou com eles na mesma trilogia, V de Vingança é um blockbuster hollywoodiano que provavelmente terá grandes platéias. Quem interpreta V é Hugo Weaving, que atuou em Matrix, na pele do Agente Smith. O surpreendente é que a indústria do cinema não conseguiu impedir que o filme fosse uma ácida crítica a George Bush e Tony Blair, nem que tivesse como herói um mascarado explodindo prédios públicos.

O personagem principal, que quer ser chamado apenas pelo codinome V, não tira sua máscara nem para fritar um ovo. O filme se passa numa Inglaterra de 2020, que tem à frente um governo totalitário, eleito com o discurso de que a população deve abrir mão de seus direitos e liberdades para que o Estado a proteja da ameaça terrorista.

V planeja explodir o prédio do Parlamento no dia 5 de novembro. A data se refere à história de Guy Fawkes, um soldado inglês, católico, que, num ato contra o governo protestante da época, pretendia destruir o prédio do Parlamento britânico. Ele foi preso em 5 de novembro de 1605 e enforcado alguns meses depois. A noite de 5 de novembro é lembrada até hoje na Inglaterra com fogos, fogueiras e com a destruição de bonecos de Guy Fawkes, algo como a malhação de Judas.

Dos quadrinhos para as telas
Os fãs dos quadrinhos notarão muitas diferenças entre a graphic novel e o filme. Tais diferenças, entretanto, não devem desagradar a maioria deles, pois o resultado é um grande filme, que preserva o melhor da história e acrescenta aspectos importantes, inexistentes no papel. Além disso, a versão cinematográfica deve levar muitos às bancas e livrarias em busca dos quadrinhos, que foram relançados com a estréia.

A maioria das supressões são justificadas pelo tempo de duração da história. Nos quadrinhos, a história é bastante complexa e dura vários anos, algo complicado de se transpor para o cinema. Isso foi determinante para o filme não poder mostrar a lenta transformação da personagem Evey dos quadrinhos, que no início era uma garota assustada de 16 anos e depois se torna a corajosa parceira de V. Nas telas, Evey (Natalie Portman, de Free Zone e Closer) já surge como uma mulher decidida e questionadora.

O detetive Finch (Stephen Rea, de Entrevista com o Vampiro) dos quadrinhos é muito mais perturbado, menos decidido, que seu correspondente na adaptação. O filme também não mostra que sua compreensão sobre V aparece durante uma visão que teve, durante uma viagem de LSD. Outra diferença é que, nos quadrinhos, o personagem V faz discursos a favor da anarquia e da ausência de líderes, o que desaparece no filme.

Esteticamente o filme é grandioso. Aproveita o contraste de luz e sombra dos desenhos de Lloyd, que compunham um ambiente depressivo para a sociedade totalitária do futuro. O filme acrescenta a esse clima imagens mais impactantes, sem o espalhafato tecnólogico de Matrix. A escuridão é explorada em todo o seu mistério. E a máscara de V, diante das diferentes cenas e luminosidades, possui uma expressividade sem igual.

Indivíduo e coletivo
V é um personagem singular, cativante, expressivo, criativo e teatral. Tais características são tão suas quanto seus planos de transformação social e sua participação nesse processo.
Como os super-heróis da Marvel, ele usa máscaras e usa um codinome em sua missão de salvar o mundo. No entanto, há uma grande diferença entre V e Batman ou Super-homem, muito além do método de atentados.

Neste ponto o filme supera os quadrinhos. O V das grandes telas defende a necessidade (e não é somente um detalhe) da ação das massas nas transformações. V pretende explodir prédios, mas também incitar o povo a se rebelar contra o governo tirano. Segundo ele, explodir um prédio como o Parlamento é algo simbólico, mas um símbolo não vale nada se não tiver o povo na rua. Mesmo que sua principal tática seja essa, por diversas vezes V mostra que a ação isolada é insuficiente. Assim, o atentado proposto por V se diferencia, por exemplo, dos atentados do 11 de setembro de 2001. Mesmo acertando um importante símbolo do imperialismo, a morte de milhares de pessoas, entre elas muitos imigrantes, não levou a uma mobilização dos trabalhadores e deu mais fôlego a Bush e Blair.

E, apesar de todas as ações serem planejadas por V, não há um heroísmo messiânico. A princípio é uma luta individual, uma vingança com ações planejadas por ele, inclusive com um toque teatral. Entretanto, o individual se quebra, em primeiro lugar, pela máscara e pelo codinome, que escondem até o fim a identidade do personagem. Depois, essa individualidade se dissolve por completo na multiplicação das máscaras na multidão, expressa ainda melhor na fala de V, que, ao ser ameaçado com uma arma, afirma que “você pode matar um homem, mas não um ideal”. E a batalha deixa de ser uma atitude isolada, fruto de uma vingança pessoal, que dá nome ao filme.

Além da liberdade
Há lacunas, frestas. Os fãs mais puristas poderão reclamar das diferenças entre o filme e os quadrinhos. Outros poderão argumentar que os discursos de V mais próximos ao anarquismo foram suprimidos na versão cinematográfica. Uma cena de luta muito ‘matrix’ também era dispensável.

Os problemas da sociedade que são destacados no filme e combatidos pelo personagem principal se resumem à falta de liberdade numa sociedade autoritária. Nem o filme nem os quadrinhos questionam a desigualdade social, se há miséria, desemprego ou fome naquela realidade.

Entretanto, por mais divergências que se possa ter com os métodos da luta isolada ou da guerrilha, com o anarquismo ou a ausência dele, ou com o tom liberal do discurso, V de Vingança faz sua revolução nas telas. Não se muda o mundo explodindo um prédio, mas nenhuma lacuna prejudica a importância de este personagem mascarado estar em cinemas de todo o planeta com falas como “ninguém devia temer seu governo. O governo é que deveria temer seu povo”.

Anonymous se apresenta no Brasil – Conheça o alerta aos governantes

O que se sabe do LulzSec é o que chega dos inimigos do grupo. Alguns indivíduos que se consideram “ninjas de internet” criaram o blog LulzSec Exposed neste sábado (18) para publicar informações de membros do grupo. Segundo eles, os principais membros do LulzSec seriam Sabu (fundador), Topiary, Kayla, Nakomis, Tflow, Joepie91, Avunit e BarrettBrown.

Membros do LulzSec estariam envolvidos em ataques a um hacker conhecido como Jester, que atuava contra o Wikileaks. Na época, um impostor criou uma conta em nome de Jester. Nekomis e Topiary seriam os envolvidos nesse episódio.

O LulzSec teria se desprendido do Anonymous após a invasão à empresa de segurança HBGary Federal. O objetivo, segundo o blog LulzSec Exposed, seria conseguir ficar com o crédito pelos ataques, sem enfurecer outras pessoas que estariam ligadas ao “Anonymous” devido aos ataques sem motivo político aparente – como as outras ações do Anonymous tinham sido.

Abaixo, conheça o “manifesto” que fazem de alerta aos governantes brasileiros.

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Hoax: Video Clipe de Mickael Jackson não foi proibido nos EUA

O texto diz o seguinte:

EARTH SONG by MICHAEL JACKSON (CENSURADO NOS EUA)

O vídeo é do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem “Billie Jean”, nem “Beat it”, e sim a ecológica “Earth Song”, de 1996.
A letra fala de desmatamento, pesca e poluição, e, por um pequeno detalhe, talvez você nunca terá a oportunidade de assistir na televisão.

O Detalhe: “Earth Song” nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clipe.

Vejam, então, o que os americanos nunca mostraram de Michael Jackson.
Filmado em África, Amazónia, Croácia e New York.

De fato, nunca tinha visto este clipe apesar de ter amigos fanáticos por Michael.

Segue não como uma desinformação, mas para que todos possam conhecer o que se pode esconder quando se tem a máquina do dinheiro e do entretenimento em uma única mão. Não que o tenham feito, mas são capazes e tem interesses escusos.

Eu, particularmente, gostei! Continue lendo

Hackers derrubam sites que apoiaram a prisão de criador do Wikileaks – Apareçam, Apareçam

Fonte: noticias.terra.com.br

WASHINGTON, 8 dez 2010 (AFP) -Os organizadores de “Anonymous”, o grupo de “hacktivistas” que estão por trás dos ciberataques contra a Mastercard.com e outros sites, prometeram nesta quarta-feira estender sua campanha a qualquer um que tenha “uma agenda anti-WikiLeaks”.

Em um chat com a AFP, os organizadores do “Anonymous” disseram que milhares de voluntários participam da defesa do WikiLeaks e de seu fundador, Julian Assange, a quem descreveram como um “mártir da liberdade de expressão”.

“Começamos como uns poucos usuários (menos de 50)”, disseram. “Agora somos cerca de 4 mil”.

Os hackers de “Anonymous” fizeram seu primeiro ataque DDoS (por Distributed Denial of Service, em inglês) no sábado, derrubando o blog do serviço de pagamentos on-line PayPal por pelo menos oito horas.

Desde então, atacaram sites de outras companhias que romperam seu vínculo com o WikiLeaks, como Mastercard e Postfinance, a filial de serviços financeiros dos Correios suíços, anunciando suas medidas no Twitter (@Anon_Operation) ou através de seu site, Anonops.net, que, por sua vez, foi alvo de ciberataques. Continue lendo

Empresa cria protesto silencioso contra os Body-Scanners Estadunidense – Nossas lutas estão por toda a parte

Fonte: olhardigital.uol.com.br

Pensando em provocar um debate, um grupo cria peças com a 4ª Emenda da Constituição dos EUA impressas com tinta metálica para serem lidas no raio X

A 4th Amendment Wear é uma coleção de roupas íntimas que traz impressa a Quarta Emenda da Constituição dos Estados Unidos, a parte da Declaração de Direitos que guarda o cidadão contra buscas e apreensões indevidas. Ou seja, a emenda exige que pesquisa e mandados de prisão sejam judicialmente autorizados.

Mas, o que torna a 4th Amendment Wear uma coleção diferente das convencionais é que a impressão da Emenda é feita com tinta metálica e pode aparecer em qualquer máquina de raio X. As roupas foram desenhadas como forma de protesto silencioso contra a nova realidade de revistas severas em aeroportos. Segundo os criadores, a ideia é provocar um debate sobre segurança e liberdade.

Para quem curtiu, as peças custam a partir de US$ 6 e podem ser compradas aqui.

aviao irs receita americana fisco

Homem joga avião contra prédio da Receita Federal Americana depois de descobrir a verdade

Esta não pode deixar de ser notícia porque é mais uma demonstração de que muitos de nós estão insatisfeitos com o sistema e por não vermos uma saída melhor acabamos nos equivocando.

Mas devo admitir, assim como já fez o amigo João, que “no plano estratégico essa postura de nada adianta contra a NWO“.

Ativista anti-imposto joga avião contra prédio da Receita no Texas – (título atribuído pela fonte)

Fonte: http://www.estadao.com.br/

Um cidadão americano indignado com o sistema de arrecadação de impostos nos Estados Unidos jogou ontem o avião monomotor que pilotava contra um edifício do fisco em Austin, no Estado do Texas, vizinho de um prédio do FBI, polícia federal americana. O corpo do piloto foi encontrado entre os destroços. A colisão causou um grande incêndio e deixou milhares de pessoas em pânico. Pelo menos 190 funcionários trabalham no local. Pelo menos dois funcionários foram hospitalizados, mas suas identidades e estado de saúde não foram divulgados. O subchefe do corpo de bombeiros local, Harry Evans, disse que havia pelo menos um desaparecido no edifício atingido.


O piloto suicida foi identificado como Joseph Andrew Stack. Segundo as autoridades, ele era engenheiro de software e teria incendiado a própria casa antes do incidente. Stack postou um texto na internet descrevendo seus problemas com o fisco e no qual dizia que a violência era “a única solução“.

“Uma vez eu li que o significado da loucura é repetir o mesmo processo uma vez depois da outra e esperar um resultado diferente. Por isso, estou pronto para pôr um fim a essa loucura. Aqui tens, senhor grande irmão IRS (Serviço de Impostos Interno, em inglês), algo diferente: ofereço meus quilos de carne e felizes sonhos”,

diz a mensagem postada ontem. A autenticidade da nota não pôde ser verificada de forma independente. Segundo os registros da Secretaria de Estado da Califórnia, Stack teve duas companhias de software em Lincoln, mas foram suspensas pela agência fiscal local.

CARTA DE DESPEDIDA

Joseph Andrew Stack
Piloto suicida
“Uma vez eu li que o significado da loucura é repetir o mesmo processo uma vez depois da outra e esperar um resultado diferente. Por isso, estou pronto para pôr um fim a essa loucura. Aqui tens, senhor fisco, algo diferente: ofereço meus quilos de carne e felizes sonhos”

TERROR CONTRA O ESTABLISHMENT

Oklahoma City – O atentado terrorista cometido por Timothy McVeigh, em 19 de abril de 1995 em Oklahoma City, teve como alvo um edifício federal. O ataque, que deixou 168 mortos e 500 feridos, era considerado, até o 11 de Setembro, o pior nos EUA

Unabomber - O matemático Theodore John Kaczynski, que se afastou da sociedade para viver na floresta, lançou por vários anos ataques a bomba pelo correio. Seus alvos eram na maioria cientistas informáticos e geneticistas. Os ataques deixaram 3 mortos e 22 feridos. Ele foi preso em 1996

Waco - O cerco de Waco começou em 28 de fevereiro de 1993, quando funcionários da agência responsável por álcool, tabaco e armas de fogo foram ao rancho da seita davidiana com um mandado de busca e foram recebidos a tiros. Quatro agentes e seis seguidores de David Koresh morreram no tiroteio. O cerco de 51 dias terminou com o incêndio do rancho, que deixou 66 mortos

Ataques com Antraz – Uma série de ataques com antraz foi lançada em 2001 após o 11/9. Cartas com o agente biológico deixaram 5 mortos e 20 feridos. O cientista Bruce Ivins, suspeito dos ataques, foi encontrado morto por overdose de analgésicos em 2008

Fort Hood- O psiquiatra Nidal Malik Hasan abriu fogo em novembro na base de Fort Hood, Texas, matando 13 pessoas e ferindo outras 30. O americano de origem palestina ficou paraplégico. Segundo a mídia, Hasan trocou e-mails com o imã de uma mesquita frequentada por dois terroristas do 11/9

Atualização: Frases Anarquistas – A discussão foi quente

 

por Libertários do Mundo

“As liberdades não se concedem, conquistam-se.”
— Priotr Kropotkin

“Quem quer, não a liberdade, mas o Estado, não deve brincar de Revolução.”
— Mikail Bakunin

“Enforcados em Chicago, decapitados na Alemanha, estrangulados em Xerez, fuzilados em Barcelona, guilhotinados em Montbrison e em Paris, nossos mortos são muitos; mas vocês não foram capazes de destruir a Anarquia. (…) Ela está em todos os lugares. Isso é que a faz indomável, e por fim ela irá derrotá-los e assassiná-los.”
— Émile Henry, A defesa de um terrorista (1893)

“Aquele que botar as mão sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo”
— Pierre-Joseph Proudhon

“…Anarquia, este sonho de justiça e de amor entre os homens…”
— Errico Malatesta


“O anarquismo é uma teoria política que defende a criação da anarquia, uma sociedade baseada na máxima -sem soberanos-. Para chegar até lá, os anarquistas consideram que a propriedade privada da terra e o capital que hoje estão em alta, estão condenados a desaparecer: e que todos os meios de produção devem se converter em propriedade comum da sociedade, e serão gestionados em conjunto pelos produtores da riqueza. (…) a meta final da sociedade é a redução das funções do governo ao nada – é dizer, uma sociedade sem governo, a anarquia.”
— Rudolf Rocker

“Será que vivemos nós os proletários, será que vivemos? Será que os fracos remédios que tomamos não seria a doença que nos corrói?”
— Guy Debord

“Os anarquistas sabem que um longo período de educação precisa preceder qualquer grande mudança fundamental na sociedade, uma vez que não acreditam na miséria do voto, nem em campanhas políticas, mas sim no desenvolvimento de indivíduos com pensamento autonomo.”
— Lucy Parsons, Os Princípios do Anarquismo. (1890).

“Respeito à lei, este é o cimento que mantém a estrutura do Estado. A lei é sagrada e aquele que a desafia é um criminoso”. Sem crime não haveria Estado: o mundo da moral – ou seja, o Estado – está cheio de vagabundos, mentirosos, ladrões (…) O objetivo dos estados é sempre o mesmo: limitar o indivíduo, domesticá-lo, subordiná-lo, subjugá-lo.”
— Max Stirner

“Só serei verdadeiramente livre quando todos os seres humanos que me cercam, homens e mulheres, forem igualmente livres, de modo que quanto mais numerosos forem os homens livres que me rodeiam e quanto mais profunda e maior for a sua liberdade, tanto mais vasta, mais profunda e maior será a minha liberdade.”
— Mikail Bakunin

“Me pergunto em que tipo de sociedade vivemos, que democracia é essa que temos onde os corruptos vivem na impunidade, e a fome das pessoas é considerada subversiva.”
— Ernesto Sábato, Antes del fin (1999).

“Os escravos do século XXI não precisam ser caçados, transportados e leiloados através de complexas e problemáticas redes comerciais de corpos humanos. Existe um monte deles formando filas e implorando por uma oportunidade de trocar suas vidas por um salário de miséria. O “desenvolvimento” capitalista alcançou um tal nível de sofisticação e crueldade que a maioria das pessoas no mundo tem de competir para serem exploradas, prostituídas ou escravizadas.”
— Luther Blissett

“Ocorre que não é preciso buscar aquilo que já temos. Assim, se pensamos ter o conhecimento, também pensamos não precisar buscá-lo. Daí porque, se estamos iludidos a esse respeito, essa ilusão é o maior bloqueio para a obtenção do conhecimento. Como já disse alguém, não há melhor prisão do que aquela que não se parece com uma prisão.”
— Júlio César Burdzinski

“Livrem-se das velhas categorias do negativo (a lei, o limite, as castrações, a falta, a lacuna) que por tanto tempo o pensamento ocidental considerou sagradas, como forma de poder e modo de acesso à realidade. Prefiram o que é positivo e múltiplo, a diferença à uniformidade, os fluxos às unidades, os agenciamentos móveis aos sistemas.”
— Michel Foucault, Introdução de ‘O Antiédipo’

“Anarquismo, para mim, significa não só a negação da autoridade, nem também uma nova economia, mas uma revisão dos princípios de moralidade. Significa o desenvolvimento da individualidade bem como a asserção da invididualidade. Significa auto-responsabilidade, e a não adoração de líderes.”
— Voltairine de Cleyre, Em defesa de Emma Goldman e o direito de expropriação (1893).

“Entre nós, revolucionários, um fenômeno deve realizar-se; nós devemos conseguir compreender com perfeita retidão e sinceridade todas as idéias daqueles que combatemos; devemos fazê-las nossas, mas para dar-lhes seu verdadeiro sentido. Todos os raciocínios de nossos interlocutores, retardados pelas teorias ultrapassadas, classificam-se naturalmente em seu verdadeiro lugar, no passado, não no futuro. Eles pertencem à filosofia da história.”
— Élisée Reclus

“A melhor forma de votar é arrancar as pedras da calçada e lançá-las nas cabeças dos políticos”
— Anônimo, Pichação nas ruas de Paris (2006)

“Quem semeia miséria, colhe fúria.”
— Anônimo, Pichação nas ruas de Paris (2006)

“A alma feminina jaz adormecida dentro dos trapos, das jóias, do império da moda – a eterna sultana desse harém de civilizados que ainda compram, vendem, exploram, seduzem, abandonam por imprestável a mesma mulher, cuja posse exclusiva consiste a sua preocupação única. É deprimente a situação da mulher neste meio de cafetismo social em que os homens não sabem olhar uma mulher senão desrespeitando-a.”
— Maria Lacerda de Moura, Religião do amor e da beleza (1926)

“O primeiro homem que, havendo cercado um pedaço de terra, disse “isso é meu”, e encontrou pessoas tolas o suficiente para acreditarem nas suas palavras, este homem foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, guerras e assassínios, de quantos horrores e misérias não teria poupado ao gênero humano aquele que, arrancando os marcos, ou tapando os buracos, tivesse gritado aos seus semelhantes: Livrem-se de escutar esse impostor; pois estarão perdidos se esquecerem que os frutos são de todos, e a terra de ninguém!”
— Jean Jacques Rousseau, O contrato social (1762)

“A liberdade de eleições permite que você escolha o molho com o qual será devorado.”
— Eduardo Galeano

“Eh, bem, se os governantes podem usar contra nós rifles, correntes e prisões, nós devemos, nós os anarquistas, para defendermos nossas vidas, devemos nos ater às nossas premissas? Não. Pelo contrário, nossa resposta aos governantes será a dinamite, a bomba, o estilete, o punhal. Em uma palavra, temos que fazer todo o nosso possível para destruir a burguesia e o governo. Vocês que são representantes das companhias burguesas, se vocês querem minha cabeça, venham buscá-la!”
— Sante Geronimo Caserio

“A luta deles é para segregar, a nossa luta é para unificar. Nossa luta não é a luta do contrapoder: é a luta do antipoder.”
— John Holloway

“As ruínas não nos assustam nenhum pouco. Vamos herdar a terra. Não há menor dúvida quanto a isso. A burguesia pode derrubar e converter em ruínas seu próprio mundo antes que abandone a cena da história. Levamos um mundo novo em nossos corações, um mundo que está crescendo neste instante.”
— Buenaventura Durruti

“Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana.”
— Mikail Bakunin

“Uma idéia nova nunca pode caminhar dentro da lei. Pouco importa se esta idéia diz respeito às mudanças políticas ou sociais, ou a qualquer outro domínio de pensamento e expressão humana – a ciência, literatura, música; na realidade, tudo aquilo que se direciona a liberdade, regozijo e à beleza, tem que se negar a caminhar dentro da lei. Como poderia ser diferente? A lei é estacionária, fixa, mecânica, ‘uma roda de biga’ que esmaga tudo pela frente, sem levar em conta a hora, lugar e condições, sem levar em conta causa e efeito, sem nunca entrar nas minúcias da alma humana.”
— Emma Goldman

“Quanto mais o homem se torna consciente, através da reflexão, da sua condição servil, quanto mais ele se indigna com ela, mais o espírito anarquista da liberdade se aviva dentro dele. Esta é uma verdade dentro de cada homem e de cada mulher, mesmo que talvez eles nunca tenham ouvido antes a palavra “anarquismo”.”
— Nestor Makhno, O ABC do Anarquista Revolucionário (1932).

“Alguns dizem que o Anarquismo não é socialismo. Isto é um erro. O anarquismo é socialismo voluntário. Existem dois tipos de Socialismo: o arquista e o anarquista, o autoritário e o libertário, o ‘de estado’ e o livre.”
— Joseph Labadie

“Anarquista é, por definição, aquele que não quer ser oprimido, nem deseja ser opressor; é aquele que deseja o máximo bem-estar, a máxima liberdade, o máximo desenvolvimento possível para todos os seres humanos.”
— Errico Malatesta

“As leis e as constituições que pela violência governam aos povos são falsas. Não são filhas do estudo e do comum ascenso dos homens. São filhas de uma minoria bárbara, que se apoderou da força bruta para satisfazer sua ganância e sua crueldade.”
— Rafael Barrett

“É a democracia, tal como a conhecemos, a melhor possibilidade em matéria de governo? Não é possível dar um passo mais em direção ao reconhecimento e a organização dos direitos do homem? Nunca poderá haver um Estado realmente livre e iluminado até que não se reconheça ao indivíduo como poder superior independente de quem deriva e a quem lhe cabe sua própria autoridade, e, em consequência, lhe de o tratamento correspondente.”
— Henry David Thoreau

“Anarquismo não é uma fábula romântica mas a realização consciente, baseada em cinco mil anos de experiência, de que não podemos confiar o gerenciamento de nossas vidas à reis, padres, políticos, generais e executivos”
— Edward Abbey, A Voice Crying in the Wilderness (1989)

“O anarquismo é realmente um sinônimo de socialismo. O anarquista é primeiramente um socialista cujo objetivo é a abolição da exploração do homem pelo homem. Em vez da “planificação central”, os anarquistas advogam pela livre associação e se opõem ao socialismo “de estado” como uma forma de capitalismo “de estado”“
— Daniel Guérin

“Nunca sacrificou o homem voluntariamente sua liberdade em benefício público! A natureza não criou nem servo, nem senhor! Jamais quis dar ou aceitar leis! Com suas mãos trançaria as entranhas de um padre tal qual corda para estrangular reis.”
— Denis Diderot, “Les Éleuthéromanes”, em Poésies Diverses (1875)

“Liberdade! Salve a Liberdade e a Liberdade salvará tudo mais!”
— Victor Hugo

“Somos anarquistas e defendemos a Anarquia sem adjetivos. Anarquia é um axioma e a questão econômica é algo secundário. Alguns nos dirão que é por causa da questão econômica que a Anarquia é uma verdade; mas acreditamos que ser anarquista significa ser inimigo de toda autoridade e imposição e, por conseqüência, seja qual for o sistema proposto a melhor defesa da anarquia, não desejando impô-la sobre aqueles que não o aceitam.”
— Fernando Tarrida del Mármol, Letter to Le Révolte, 1890.

“A única alternativa é a utopia ou o caos. (…) os sintomas do desmoronar da civilização podem ser vistos por todas as partes e são bem mais agudos que aqueles percebidos nos últimos anos do império romano. No entanto, nem todos estes sintomas são necessariamente patológicos. O mundo contemporâneo se vê afetado por duas tendências opostas: uma que tende a sua destrução social, a outra que anuncia o nascimento de uma nova sociedade.”
— Kenneth Rexroth

“Não devemos perder de vista que a religião era uma das melhores armas nas mãos de nossos tiranos, um de seus dogmas primordiais era: ‘Dai a César o que é de César’. Mas nós derrubamos César do trono e não queremos dar-lhe mais nada.”
— Donatien Alphonse François de Sade

“Na casa de um rico não há lugar para se cuspir, a não ser em sua cara.”
— Diógenes de Sínope

“”A anarquia ostenta duas faces. A de Destruidores e a de Criadores. Os Destruidores derrubam impérios, e com os destroços, os Criadores erguem Mundos Melhores.”“
— Alan Moore, V de Vingança (1983)

“Somente os anarquistas haverão de saber que somos anarquistas e lhes pediremos que não se chamem assim para que não assustem os imbecis.”
— Ricardo Flores Magón

“Me tornei um anarquista apenas recentemente. Não o era até a metade de 1891 quando me lancei no movimento revolucionário. Antes, eu vivi nos meios sociais que estavam permeados com a moralidade vigente. Me acostumei a respeitar e mesmo compartilhar dos princípios de nação, família, autoridade e propriedade. Mas aqueles que estão educando a geração atual, quase todos se esqueceram de uma coisa – que a vida é indiscreta com suas lutas e conflitos, suas injustiças e desigualdades, vejo que é assim que a venda é removida dos olhos do ignorante (…) A mim, me foi dito que essa vida era fácil e amplamente aberta às pessoas inteligentes, e a experiência me mostrou que só os cínicos e os lacaios podem conseguir um bom assento no banquete.”
— Émile Henry, A defesa de um terrorista (1893)

“Estamos usando nosso cérebro de maneira excessivamente disciplinada, pensando só o que é preciso pensar, o que se nos permite pensar.”
— José Saramago, Palestra “Literatura e poder. Luzes e sombras”, Universidade Carlos III, Madrid, Espanha (2004)

“Ao menino de 1918 chamavam anarquista. Porém meu ódio é o melhor de mim. Com ele me salvo e dou a poucos uma esperança mínima.”
— Carlos Drummond de Andrade, A flor e a náusea (1945)

“Nossa Pátria é o mundo inteiro, nossa Lei é a Liberdade.”
— Pietro Gori, Canção anarquista de fins do século XIX

“A virtude pode florescer somente entre os iguais.”
— Mary Wollstonecraft, Reivindicação dos direitos dos homens (1790)

“É melhor morrer de pé do que viver de joelhos.”
— Emiliano Zapata

“Queres fazer impossível que alguém oprima a seu semelhante? Então te assegura que ninguém possua o poder.”
— Gregori Maximoff

“O melhor governo é o que não governa em absoluto.”
— Henry David Thoreau

“Uma defensa do Estado argumenta que o homem é um “animal social”, que deve viver em sociedade, e que individualistas e libertários crêem na existência de “indivíduos atomizados” sem influenciar e sim manter relação com seus semelhantes. No entanto, os libertários nunca celebraram indivíduos isolados como os átomos, pelo contrário, todos os libertários têm reconhecido a necessidade e as enormes vantagens da vida em sociedade, de participar na divisão social do trabalho. O grande equívoco cometido pelos defensores do Estado, incluídos os filósofos aristotélicos e tomistas clássicos, é saltar da necessidade da sociedade para a necessidade do Estado.”
— Murray Rothbard

“Eu tendo a idéia anarquista (…), que devemos nos unir e pensarmos, como nos preocupar com todos através do trabalho em equipe.”
— Richard Stallman

“”A única alternativa é a utopia ou o caos. (…) os sintomas do desmonte da civilização podem ser vistos por todas as partes e são bem mais agudos que os que se perceberam nos últimos anos do império romano. Por outro lado, nem todos estes sintomas são necessariamente patológicos. O mundo contemporâneo se vê afetado por duas tendências opostas: uma que tende a sua destruição social, outra que anuncia o nascimento de uma nova sociedade”
— Kenneth Rexroth

“Os anarquistas […] sempre acreditaram que o controle sobre a própria vida produtiva é a condição sine qua non de toda libertação humana verdadeira, de fato de toda prática democrática significativa. Portanto, enquanto houverem cidadãos estando obrigados a alugarem a si próprios no mercado de mão de obra para quem interesse empregá-los em seus negócios, enquanto a função do produtor estiver limitada a ser utensílio subordinado, existirão elementos coercitivos e de opressão francamente escandalosos, condições tais que não permitem nem sequer falar em democracia, se é que há sentido em fazê-lo todavia.”
— Noam Chomsky

“”Exceto o louco, todo homem é capaz de razão e de vontade. Mas muitos não escutam mais que suas paixões e não têm mais que caprichos. Entre eles se encontram os que têm a pretensão de mandar.”
— Han Ryner

“Esta é só a terra do Faça-como-Queira. Anarquia significa “sem líderes”, não “sem ordem”. Com a anarquia vem uma idade de Ordung, de verdadeira ordem, ou seja, ordem voluntária. Esta idade de Ordung começará quando o louco e incoertente ciclo de Verwirrung que estes boletins revelam tenha terminado seu curso. Isso é caos.”
— Alan Moore, V de Vingança (1983)

“A única igreja que ilumina é a que queima.”
— Priotr Kropotkin

“Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.”
— Eça de Queirós

“Anarquismo significa que você deveria ser livre; que ninguém deveria te escravizar, te chefiar, te roubar, ou se impor sobre você. Significa que você deveria ser livre para fazer as coisas que deseja fazer; e que não deveria ser forçado a fazer o que não deseja. (…) Assim, não mais haveria guerra, nem violência empregada por alguns homens contra outros, não haveria monopólio nem pobreza, não haveria opressão e ninguém tentaria tirar vantagem de seus semelhantes. Para resumir, Anarquismo significa uma condição ou sociedade onde todos os homens e mulheres são livres, e onde todos aproveitam igualmente os benefícios de uma vida sensível e ordenada.”
— Alexander Berkman, “A anarquia é possível?”, em ABC do Anarquismo (1927)

“Eu sou um cristão. Sou um pacifista. Sou um anarquista cristão. Na Rússia os inimigos dos trabalhadores livres são os burocratas e os comunistas. Nos Estados Unidos os inimigos dos trabalhadores livres são os burocratas e os capitalistas. Não acredito em nenhum governo, e sou contra a violência de todos os tipos.”
— Ammon Hennacy

“O ideal da condição de não violência será uma anarquia ordenada. O estado que melhor governa é o que menos governa.”
— Mohandas Karamchand Gandhi, O Baú de Sabedoria de Gandhi (1942)

“Mas eles viveram aquelas vidas extraordinárias que nunca serão vividas de novo. E através de suas vidas, eles me deram uma história que é mais profunda, mais apaixonante, e muito mais útil se comparado a tudo que já li no melhor daqueles malditos livros de história.”
— Utah Phillips, Álbum The Long Memory (1996)

“Trabalhadores do mundo acordem. Quebrem suas correntes, exijam seus direitos. Toda a riqueza que produzem é tomada, por parasitas exploradores. Será que vocês deveriam se ajoelhar em profunda submissão do berço ao cemitério? Será que o peso de suas ambições os limitam a serem bons escravos voluntários?”
— Joe Hill, Música “Workers of the World Awaken”

“O Estado é nocivo e desnecessário! Cabe-nos rejeitar a hierarquia institucionalizada e suas táticas contraditórias! Existe ordem na liberdade! Somos capazes de encontrar nossos próprios caminhos.”
— Nina Delfim

“Não se pode matar a Idéia a tiros de canhão, nem tão pouco acorrentá-la.”
— Louise Michel

“Tentar acabar com a corrupção estatal e manter o estado é o mesmo que tentar retirar a toda água de um rio e ainda assim conservá-lo. A acracia se contrapõe ao estado por entendê-lo desde sua origem e por si só onde quer que ele tenha existido, como uma forma de corrupção institucionalizada e naturalizada.”
— Genoino Pravda, Massacre no campo de Golfe (1997)

“Onde quer que um governo assuma para si a tarefa de nos livrar do incômodo de pensarmos por nós mesmos, as únicas conseqüências resultantes são torpor e imbecilidade.”
— William Godwin, An Enquiry Concerning Political Justice (1793)

“Os cordeiros que vão ao matadouro nada dizem e nada esperam. Mas ao menos eles não votam no açougueiro que os matará, e no burguês que os comerá. Mais besta que as bestas, mais ovino que os ovinos, o eleitor elege seu açougueiro e escolhe seu burguês. Revoluções foram feitas pela conquista desse direito.”
— Octave Mirbeau, Greve de Eleitores (1888)

“Será o Anarquismo possível? O fracasso das tentativas para alcançar a liberdade não significa que a causa está perdida. Os fatos demonstram que a luta pela liberdade é mais forte e evidente do que jamais fora, hoje existem novas e diferentes condições precedentes para que esta meta seja alcançada, o fato de estarmos mais próximos da Anarquia do que esperávamos pode ser provada no desenvolvimento de um desejo de varrer da face da terra tudo que seja autoritário.”
— Johann Most, Anarco-comunismo (1889)

“Quem combate monstruosidades deve cuidar para que não se torne um monstro. E se olhares durante muito tempo para um abismo, o abismo também olha para dentro de você.”
— Friedrich Nietzsche, Além do Bem e do Mal, Prelúdio a uma Filosofia do Futuro (1886)

“Necessária é também uma inclinação para enfrentar questões que hoje ninguém se atreve a elucidar; inclinação para o proibido; predestinação para o labirinto”..”
— Friedrich Nietzsche, O Anticristo, Praga contra o Cristianismo (1888)

“Necessária é também uma inclinação para enfrentar questões que hoje ninguém se atreve a elucidar; inclinação para o proibido; predestinação para o labirinto”..”
— Friedrich Nietzsche, O Anticristo, Praga contra o Cristianismo (1888)

“A anarquia é o sistema perfeito, onde se age pelo respeito mútuo e com respeito uns aos outros” ·

“Só haverá Paz quando não mais existir exército”

“Somente quando a última ávore for derrubada, o último peixe morto e o último rio envenenado, que o homem irá perceber que dinheiro nao se come”

“Nem guerra entre povos, nem paz entre classes!”

“Não se pode dizer inferior a algo que nunca foi visto, fazendo isso, você está se rebaixando ao nada”

Uma coisa é ser anarquista no capitalismo, a outra é ser anarquista no anarquismo”

“Todo o homem tem em si um ditador e um anarquista.”
-Paul Valéry

Retirado a pedido dos leitores:“O anarquista maldiz de todos os governos de que não partilha as vantagens.”
-Marquês de Maricá

“Os anarquistas em um tempo são os tiranos em outro, se conseguem governar.”
-Marquês de Maricá

“Os anarquistas adulam os povos, como os cavaleiros afagam os cavalos para os montarem sem resistência.”
-Marquês de Maricá

“Os anarquistas e desordeiros não têm sistema: desordem não pode ser sistematizada.”
-Marquês de Maricá

“Os anarquistas se envergonham deste nome, e se apelidam republicanos.”
-Marquês de Maricá

“Os anarquistas se esvaecem quando acabam as revoluções, como as lagartas perecem com a mudança das estações.”
-Marquês de Maricá

“Os anarquistas são como os jogadores infelizes ou inábeis, que, baralhando muito as cartas, ou mudando de baralhos, esperam melhorar de fortuna e condição.”
-Marquês de Maricá


“Os anarquistas e desordeiros falam aos povos em resistência e liberdade; os monarquistas ordeiros em religião, moral, obediência e lealdade.”

-Marquês de Maricá

“Os anarquistas modernos se servem com vantagem das doutrinas do federalismo para desunir e soberanizar as províncias, desconjuntar os estados e acabar com as monarquias.”
-Marquês de Maricá

“Os anarquistas aborrecem a ordem que os castiga e os não emprega.”
-Marquês de Maricá

“É dos anarquistas que se pode dizer com mais propriedade que procuram dividir para reinarem ou governarem.”
-Marquês de Maricá

“Os anarquistas se revelam pelos seus discursos, como as cobras cascavéis pelo seu tinido.”
-Marquês de Maricá

“Os anarquistas se erigem em intérpretes dos povos, como os falsos sacerdotes se inculcam órgãos da Divindade.”
-Marquês de Maricá


“Nunca esperem os anarquistas chegando ao poder, governar tranqüilamente; os maus exemplos que deram e as más doutrinas que inculcaram reverterão sobre eles e contra eles.”

-Marquês de Maricá

“Os anarquistas mais violentos ou velhacos são nas revoluções os grandes homens dos povos e os seus heróis mais afamados.”
-Marquês de Maricá

“Anarquista e patriota são sinônimos freqüentes vezes.”
-Marquês de Maricá

“Os anarquistas só prosperam onde o espírito público é também sedicioso.”
-Marquês de Maricá

“A audácia dos anarquistas é prodigiosa: ousam muito porque nada aventuram e esperam tudo.”
-Marquês de Maricá

“Liberal e anarquista são sinônimos freqüentes vezes.”
-Marquês de Maricá

Poesia: Saldo Negativo – Fernando Correia Pina

Pobreza Não
Saldo Negativo
Fernando Correia Pina, poeta português

Dói muito mais arrancar um cabelo de um europeu
que amputar uma perna, a frio, de um africano.
Passa mais fome um francês com três refeições por dia
que um sudanês com um rato por semana.

É muito mais doente um alemão com gripe
que um indiano com lepra.
Sofre muito mais uma americana com caspa
que uma iraquiana sem leite para os filhos.

É mais perverso cancelar o cartão de crédito de um belga
que roubar o pão da boca de um tailandês.
É muito mais grave jogar um papel ao chão na Suíça
que queimar uma floresta inteira no Brasil.

É muito mais intolerável o xador de uma muçulmana
que o drama de mil desempregados em Espanha.
É mais obscena a falta de papel higiênico num lar sueco
que a de água potável em dez aldeias do Sudão.

É mais inconcebível a escassez de gasolina na Holanda
que a de insulina nas Honduras.
É mais revoltante um português sem celular
que um moçambicano sem livros para estudar.

É mais triste uma laranjeira seca num kibutz hebreu
que a demolição de um lar na Palestina.

Traumatiza mais a falta de uma Barbie de uma menina inglesa
que a visão do assassínio dos pais de um menino ugandês

e isto não são versos; isto são débitos
numa conta sem provisão do Ocidente.

moeda má

O que é capitalismo?

O conceito de capitalismo pode ser definido como sistema onde o excedente da riqueza e meios de produção produzidos pela sociedade são monopolizados exclusivamente por aqueles que já dispõem do capital e dos meios de produção.

O monopólio do excedente da riqueza e dos meios de produção é o que assegura aos seus proprietários o domínio sobre as classes não proprietárias desses bens. João Pedro Stédile, muito bem demonstra a contradição insuperável: “Os bens são produzidos pela maioria (os que vivem do trabalho), mas a sua apropriação é feita por uma minoria (os capitalistas). Daí que a sociedade produz cada vez mais pobres e menos ricos, porém milionários.”

O mais paradoxal é que o sistema capitalista induz os trabalhadores a depositar seu dinheiro em bancos ou fundos, mas estes jamais os financiam quando querem iniciar algum empreendimento próprio!

O crédito disponibilizado pelos bancos, quando é direcionado aos trabalhadores, é para tão somente adquirir bens de consumo. Raramente é em quantidade suficiente para iniciar um empreendimento, adquirir propriedade que possa produzir ou adquirir um bem de produção.

Uma das formas simplificadas de fuga desse sistema, no caso do não acesso ao capital e aos bens de produção, é o plantio nas terras, pois o capital necessário não é muito, e os caros bens de produção não são estritamente necessários para a atividade agrária, entretanto, a propriedade rural também está concentrada em poder dos grandes latifundiários.

Alguma coisa está errada, pois não pode uma massa de contingente humano, ficar ou sem bens de produção, ou sem propriedade agrária, ou sem acesso ao capital excedente para financiar algum empreendimento.

Na forma que atualmente se encontra o capitalismo, o rol de soluções parece ser ínfimo, e como bem disse Paul Singer em seu texto A Propriedade em Questão:

Dinheiro - O Libertário“a sociedade se polariza entre um pólo absurdamente rico, formado por herdeiros de fortunas, altos executivos de empresas transnacionais, artistas e esportistas de sucesso, etc. e um pólo miserável, formado por excluídos [outsiders] da atividade econômica pelo desemprego crônico, pela idade ou por doenças e outras causas de invalidez.”

No meio desses pólos, sendo que o pólo miserável é de natureza gravitacional, “se move a maioria das pessoas, tangidas pela ambição de ascender à riqueza e à fama e/ou pelo medo pânico de cair na pobreza”.

É aí que estamos quase todos nós: entre a ambição da riqueza e o pânico da pobreza e suscetíveis as oscilações da “mão invisível”, como citou Frei Betto e a “mão direita do Estado”, como citou Pierre Bourdieu.

O que atualmente se discute é que hoje o capitalismo está direcionando a destruição de si próprio, tendo em vista o formato adotado, o capitalismo tem se revelado insustentável socialmente (homicida) e ambientalmente (ecocida). O “combustível” do capitalismo é o trabalho de outrem (mais-valia), só que este é composto de pessoas que tendem a se esclarecer, cedo ou tarde, sobre sua vitimização dentro do sistema. O resultado do auto-esclarecimento é, no mínimo, o robustecimento dos sindicatos e as eventuais lutas por direitos e greves.

Haverá um dia que a quantidade de pessoas, ao mesmo tempo inconformadas com a própria situação e a situação da sociedade em geral, será tão grande que bastará uma fagulha para que todo este “castelo de cartas” seja arruinado pelas próprias escolhas de seus “reis” e de suas “tábuas”.

O sistema capitalista parece um homem faminto que tem um pomar: no início planta as sementes, e come os frutos. Os frutos acabam, e sua fome faz então comer a árvore enquanto espera que as sementes se tornem árvores e frutifiquem. Por fim, sua fome o faz roer os brotos e o homem morre por não ter mais o que comer nem plantar.

A solução para a manutenção desse sistema e de forma menos traumática ou radical, se é que existe solução, mas pode ser tentada é: a) reforma agrária para a redistribuição da propriedade; b) socialização do acesso ao capital excedente para possibilitar que empreendimentos possam ser iniciados e que bens de produção possam ser comprados.

Do contrário, o último remédio será o que pode se chamar de reforma, ou a tão esperada e sonhada rápida evolução.