EUA usarão Perfis Falsos no Facebook

Matéria original do Globo sumiu da internet.
Havia publicado isso em 23 de novembro de 2011, mas por conta de uma invasão hacker sofrida em nosso site, tinha se perdido.


LONDRES – Os que acreditam em teorias da conspiração ganharam mais um incentivo à crença nesta sexta-feira.

Militares querem manipular o que é dito nas redes sociais e passar mensagens a favor do país.

Reportagem do jornal britânico “The Guardian” revelou que as Forças Armadas americanas estão desenvolvendo um software para manipular redes sociais como Twitter e Facebook por meio de perfis falsos.

O objetivo é influenciar no que é dito nesses sites, disseminando propaganda pró-EUA e combatendo discursos “extremistas” e contrários ao país. Contratada por US$ 2,76 milhões pela United States Central Command (Centcom), órgão que supervisiona operações militares dos EUA no Oriente Médio e na Ásia Central, a empresa californiana Ntrepid está criando o programa, que permitirá que cada agente americano controle dez perfis na rede.

O contrato exige do software que os perfis tenham origem em servidores baseados em vários lugares do mundo e possuam uma “história convincente” (ou seja, detalhes que passem a impressão de se tratar de uma pessoa real).

A Centcom também pediu que o sistema permita que mais de 50 agentes sejam capazes de controlar as contas desde suas estações de trabalho nos EUA, “sem o medo de serem descobertos por adversários sofisticados”.

O governo americano designará um local – provavelmente na toda-poderosa base aérea MacDill, na Flórida – onde os agentes trabalharão exclusivamente nas redes sociais. Acredita-se que o contrato esteja dentro da Operação Earnest Voice (OEV), um colosso de estimados US$ 200 milhões criado originalmente para combater a presença on-line de apoiadores da al-Qaeda na guerra do Iraque e que estendeu sua atuação para o restante do Oriente Médio.

Por considerar ilegal direcionar o uso da tecnologia contra audiências americanas, a Centcom decidiu que toda ação será feita em línguas estrangeiras, entre elas árabe, farsi, urdo e pachto. – A tecnologia suporta atividades blogueiras secretas de sites em línguas estrangeiras de modo a permitir que a Centcom combata extremistas violentos e propaganda inimiga fora dos Estados Unidos – afirmou o comandante Bill Speaks, porta-voz da Centcom.

O analista especializado em novas tecnologias Jeff Jarvis afirmou ao “Guardian” que o projeto é contrário à liberdade de expressão na internet e que seu único objetivo é controlar a sociedade.

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